Glossário

ARMÁRIO COMPARTILHADO
Modelo de negócios inovador que consiste em um acervo compartilhado de peças – mantido em um espaço, loja, evento ou plataforma – ao qual os clientes têm acesso mediante um pagamento equivalente ao número de roupas ou acessórios que desejem retirar, por período.

As peças passam por uma curadoria e são provenientes do armário de outras pessoas, ou do estoque de marcas de moda – sendo esse caso mais equivalente ao conceito de ‘aluguel’. As roupas podem ser retiradas na sede da iniciativa ou entregues na casa dx cliente, e devem ser devolvidas em perfeito estado. Em alguns modelos, xs clientes podem fazer doações para o acervo e receber um percentual do lucro, sempre que as peças forem utilizadas.

UPCYCLING
Prática de redesign que atribui valor agregado a roupas, acessórios e calçados fora de uso, assim como a pedaços de tecidos que seriam descartados, e materiais e componentes em geral, considerados resíduos. Essa técnica pode seguir uma metodologia específica, e permite que o ciclo de vida do produto ou material seja estendido – fazendo com que, ao pé da letra, ”subam no ciclo”.

Em geral altera a função do produto que está sendo ressignificado, e na essência, busca agregar elementos que facilitarão a sua posterior reciclagem, como etiquetas de tecido biodegradável, botões de coco e linhas de algodão.
TECIDOS ORGÂNICOS
À princípio, qualquer fibra natural é de origem orgânica (assim como os alimentos!). Porém, com os problemas sistêmicos de contaminação ambiental trazidos pelos agrotóxicos, pesticidas e adubos químicos, passou-se a usar a nomenclatura “orgânico” para diferenciar os cultivos feitos sem os insumos artificiais.

Podem ser considerados orgânicos os tecidos feitos de algodão, linho e cânhamo – e no caso da seda e lã, essencialmente quando os animais envolvidos no processo, se alimentam de plantas sem químicos ou rações sem ingredientes transgênicos. Os tecidos orgânicos também não podem ser desenvolvidos com o uso de sementes que passaram por manipulação artificial em laboratório.

O tecido orgânico nem sempre é certificado, porém, as certificações são importantes para assegurar os processos de muitos fornecedores, em uma escala maior – podendo englobar a análise do uso de químicos em etapas industriais, como no beneficiamento da fibra e tingimento do tecido. O objetivo das certificações também deve passar pela educação e orientação transparente ao consumidor.

TINGIMENTO NATURAL
O tingimento natural é um processo químico onde as matérias-primas utilizadas para tingir e fixar a cor, vêm da natureza. Os corantes e pigmentos podem ser obtidos a partir de plantas, folhas, flores, raízes, cascas e sementes (alguns exemplos são: índigo, camomila, café, casca de cebola e romã), fungos (ex. cogumelos), temperos (ex. cúrcuma), insetos e minerais.

Alguns corantes necessitam dos chamados “mordentes” para fixar a cor, outros como o urucum e o índigo não precisam. Esse tingimento é compatível com fibras naturais, artificiais (como a viscose), e alguns têxteis sintéticos (como a poliamida). Ela é realizada tanto em processos pequenos e artesanais, como em lavanderias de maior porte. Na maioria das vezes, a prática não utiliza materiais ou ingredientes químicos nocivos, evitando assim o despejo de efluentes contaminantes no sistema hídrico, rios e mares.

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